A Assembleia Municipal pronunciou-se contra a entrega exclusiva da requalificação do Terreiro do Paço à Sociedade Frente Tejo, exigindo um "Concurso Público de Ideias e Projectos" aberto à participação de todos os cidadãos. A proposta do Bloco de Esquerda teve o apoio do PSD, PCP, PEV e CDS e só o PS votou contra.
Contra o monopólio da Frente Tejo sobre a requalificação do Terreiro do Paço, os deputados municipais defendem a organização de um concurso de ideias com "soluções urbanísticas, definição e uso dos espaços públicos, definição e uso dos edifícios existentes e ordenamento da circulação do trânsito e dos transportes públicos".
A Assembleia Municipal recomenda também a abertura no sítio da Internet da autarquia de um "amplo debate de ideias" para a requalificação da praça, incidindo não só sobre a proposta da Frente Tejo mas noutras, cujos autores queiram disponibilizar na página da Câmara
No documento aprovado considera-se que o processo de discussão da requalificação do Terreiro do Paço está "invertido" ao ser "alegadamente conduzido por uma entidade exterior ao Município - a Sociedade Frente Tejo - quando se exige, à luz das competências recentemente confirmadas em legislação própria sobre o ordenamento das frentes ribeirinhas, que seja o Município a conduzir esse processo".
Foram ainda aprovadas, por maioria, as restantes propostas apresentadas pelo Bloco de Esquerda, nomeadamente, no que concerne à necessidade de uma Nova Politica de Imigração e rejeição de qualquer tentativa demagógica de associação da imigração à crise, à criminalidade e/ou ao desemprego (com as abstenções do PSD e CDS-PP; voto a favor das restantes bancadas e da Presidente da AML, Paula Teixeira da Cruz); a urgência de uma célere intervenção integrada nas Torres do Alto da Eira; bem como a condenação do uso pela CML do símbolo da AML sem o seu consentimento, exigindo uma informação detalhada sobre todos os gastos em publicidade da CML.
