Luís Fazenda apresentou as linhas fundamentais do programa eleitoral do Bloco de Esquerda para a cidade de Lisboa, projecto hoje lançado à discussão pública num documento que pode ser descarregado aqui.
Para o cabeça de lista do BE à edilidade, a pluralidade de candidaturas não corresponde a uma fragmentação e que a bipolarização é empobrecedora do debate político necessário.
Para o cabeça de lista do BE à edilidade, a pluralidade de candidaturas não corresponde a uma fragmentação e que a bipolarização é empobrecedora do debate político necessário.
Pedro Soares, coordenador autárquico nacional, fez a apresentação inicial e Francisco Louçã dirigiu breves palavras declarando que a candidatura do BE é a que responde aos problemas dos lisboetas e fá-lo no devido tempo, com propostas claras e objectivos bem definidos, onde as palavras chave são a democracia e a responsabilidade. “A capacidade do BE em representar os lisboetas nunca foi tão grande como agora”, finalizou Francisco Louçã, acrescentando que esta é uma “Esquerda que nunca Lisboa conheceu”.
João Bau, cabeça de lista à Assembleia Municipal, relembrou a “gestão desastrosa de Carmona e Santana e de Santana e Carmona”, que privilegiou o espectáculo e se caracterizou pelo “lançamento de obras sem suporte técnico, o endividamento exponencial e as falências de pequenos empreiteiros e fornecedores”.
Numa crítica dirigida a António Costa, João Bau denunciou a ausência de uma ideia do Partido Socialista para a cidade, de que a incapacidade do actual executivo em apresentar “qualquer estudo, apresentação ou documento” relativo à revisão do Plano Director Municipal é exemplo flagrante.
Luís Fazenda reforçou que as linhas fundamentais do programa do BE em 2009 assumem os compromissos anteriormente apresentados nos programas eleitorais apresentados, onde o combate à decadência social, a reabilitação da cidade, a transparência na administração e uma cidade ecológica são os objectivos essenciais de um programa que pretende “marcar uma viragem na vida da cidade”.
O candidato assumiu que o programa do Bloco é “de fortíssima exigência ao governo, na personalização da CML”, que pretende dar ao município a centralidade política de representação dos munícipes, habitantes e trabalhadores do concelho.
Luís Fazenda salientou que o PS de Lisboa não é diferente do PS nacional, relembrando a que António Costa nada fez para contrariar o negócio ruinoso do Governo relativo ao Terminal em Alcântara. Sobre a frente ribeirinha, o deputado realçou a criação de uma “floresta de betão entre a cidade e o rio”, fruto dos negócios com especuladores imobiliários de que são exemplos os projectos na Doca da Matinha ou na zona da Boavista.
Luís Fazenda recordou as palavras de José Augusto França, no âmbito da “coligação realmente de esquerda, encabeçada por Jorge Sampaio”: “O mais importante numa Câmara Municipal é o que ela não deixa fazer, não tanto aquilo que ela faz”.
