O Orçamento 2011 que o executivo camarário de Lisboa apresentou hoje, na Assembleia Municipal, resulta de uma opção ideológica assente na privatização da sua rede de saneamento e na especulação imobiliária, através da criação de um fundo imobiliário fechado de terrenos municipais.
Este Orçamento mostra uma chocante insensibilidade social da maioria do Partido Socialista que governa a cidade, num momento de grave crise que o país atravessa e por isso, as operações extraordinárias propostas merecem a total discordância e a frontal oposição do Bloco de Esquerda.
O Bloco de Esquerda entende que este Orçamento acrescenta crise à crise em Lisboa e transforma a cidade num negócio. Lisboa não é, nem pode ser um negócio.
Ler intervenção de João Bau.
