02 junho 2010

Bloco opõe-se a alimentação escolar em outsourcing

Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa manifestou-se contra a ideia de outsourcing no fornecimento das refeições às escolas do Município.


Grupo Municipal
Intervenção de José Casimiro

Sr.ª Presidente
Sr.ºs Membros da Mesa
Sr.ºs Deputados

O Bloco de Esquerda tem feito algumas visitas a escolas do município de Lisboa.

Nestas várias das visitas efectuadas, tem vindo a ser referido, com insistência, que a alimentação escolar piorou a partir do momento em que deixou de ser feita na escola pela cozinheira ou cozinheiro próprio e passou a um regime de outsorcing, cozinhadas dentro ou fora da escola o resultado foi a decadência da qualidade e até da quantidade.

Mais uma vez, a contratação de serviços exteriores tende a ser uma opção, quanto a nós, errada, que diminui a qualidade, produz trabalho precário, e acreditamos que este serviço acaba por sair mais caro à Câmara.

Porquê então continuar a apostar neste modelo?

É porque estamos a tratar com a população escolar de crianças, em formação, pedagógica e física, que importa acarinhar e dar todas as condições de desenvolvimento.

Não nos parece, portanto, de todo indicada a confecção de refeições fora das escolas, nem a produção de embalagens para o lixo que tal mecanismo produz, não é aceitável do ponto de vista ambiental, nem do ponto de vista da educação. Assim, a intervenção nos refeitórios deverá ser urgente, assim como a confecção por equipas próprias integradas nas respectivas escolas sem a contratação no exterior.

Dito isto, não nos parece correcto fazermos concursos desta dimensão, uma vez que muito poucas são as empresas em condições para concorrer.

Perante a crise do desemprego, o município tem a obrigação de promover as suas actividades não esquecendo a sua importância no tipo de dinâmicas económicas que promove. Pretende-se promover um serviço mais caro e de menor qualidade.

As crianças devem ter direito, a qualidade de vida e de desenvolvimento sustentável.

Pelos motivos referidos, não nos parece indicado a realização destes concursos a 4 anos. Admitimos por um ano apenas, criando condições nas escolas e jardins de infância para que sejam elas próprias a confeccionar as suas próprias refeições e assim seja um objectivo atingido o mais rapidamente possível.

Temos a expectativa de que as necessidades relativamente à alimentação nas escolas mude antes do fim do mandato, a bem da criança.

Disse.