"O mandato concelhio que agora termina foi particularmente exigente. O ano de 2009 concentrou três actos eleitorais (Europeias, Legislativas e Autárquicas) e, por isso, obrigou à mobilização e militância em torno destas campanhas. Os resultados autárquicos em Lisboa representaram uma derrota e uma diminuição relativamente ao número de eleitos obtidos anteriormente, apesar do importante contributo do Bloco em várias das lutas na cidade, como a vitória conseguida pela integração no Quadro da CML dos trabalhadores com vínculo precário. Ainda assim, elegemos 3 deputados municipais e 18 nas assembleias de freguesia."
Programa da Lista A para a Concelhia de Lisboa
O Bloco para a acção em Lisboa
O mandato concelhio que agora termina foi particularmente exigente. O ano de 2009 concentrou três actos eleitorais (Europeias, Legislativas e Autárquicas) e, por isso, obrigou à mobilização e militância em torno destas campanhas. Os resultados autárquicos em Lisboa representaram uma derrota e uma diminuição relativamente ao número de eleitos obtidos anteriormente, apesar do importante contributo do Bloco em várias das lutas na cidade, como a vitória conseguida pela integração no Quadro da CML dos trabalhadores com vínculo precário. Ainda assim, elegemos 3 deputados municipais e 18 nas assembleias de freguesia.
Impõe-se, portanto, uma resposta à crise, no País, em geral, e nesta cidade de Lisboa, em particular, nomeadamente naquilo que pode trazer a diferença na qualidade de vida e na dignidade humana. Perante um cenário onde a pobreza, as acessibilidades, a exclusão social, a falta de habitação, entre outros, aumentam e constituem graves insuficiências na sociedade democrática, o Bloco pensa em alternativas, por isso, a Lista A candidata à concelhia de Lisboa apresenta-se com objectivos muito claros: a promoção da participação d@s aderentes com debate de ideias e a intervenção política nos destinos da cidade e do país.
Elegemos assim como prioridades: a Habitação e a Reabilitação Urbana
É a principal aposta da Lista A. Elabora, simultaneamente, uma resposta directa aos graves problemas de habitação, incluindo as necessidades da população mais carenciada de morada condigna, e promove a recuperação do património tão apetecível ao imobiliário. Do mesmo modo é um precioso contributo no combate à crise e ao flagelo do desemprego. O investimento público na reabilitação urbana é uma resposta eficaz e rápida à crise económica que atravessamos. De acordo com a proposta do Bloco nesta matéria, um investimento de 500 milhões de euros, por ano durante 5 anos permitiria criar a nível nacional cerca de 60 mil empregos, sendo que grande parte destes incidiriam na zona de Lisboa. Juntar forças em Lisboa é intervir na reabilitação urbana também para repovoamento da cidade, contrariando uma tendência instalada. É combater os condomínios fechados, onde a cidade rica disfarça e esconde a cidade pobre. Juntar forças em Lisboa é lutar pela disponibilização em larga escala de fogos para arrendamento, defendendo a população da especulação. Este debate tem de ser aberto para que os governos do município e da República sejam confrontados com estas propostas que transformam a cidade e o país de forma fundamental. Defender esta causa e lançar uma forte campanha envolvendo tod@s que nela queiram participar é o compromisso que assumimos.
Todas as lutas do Bloco são também as lutas de Lisboa
A centralidade política de Lisboa exige uma clara aposta da Concelhia. O Bloco de Esquerda tem várias campanhas nacionais pela frente e a Lista A assume a responsabilidade dessas lutas no território da Cidade, porque são pertinentes, porque reclamam participação, porque tornam expectáveis a mudança. Estaremos na rua a recolher assinaturas para todas as petições que abraçamos por princípio e por direitos: pelo alargamento do acesso ao subsídio de desemprego ou para a iniciativa legislativa popular pela reforma aos 40 anos de descontos. Faremos no critério e na coragem todas as campanhas que confrontem, exigem e esclarecem, como as relativas à Carta do Utente do Serviço Nacional de Saúde e à preparação da oposição à Cimeira da Nato que se realiza em Lisboa em Novembro deste ano.
Juntar forças em Lisboa é dar prioridade à ligação com os movimentos sociais, orientando a actividade de Lisboa para a mobilização e para a participação do exercício de cidadania. Juntar forças em Lisboa é estar ao lado das pessoas, em particular d@s jovens, do ambiente e da cultura. É fazer oposição ao capitalismo e às guerras. É solidarizar com os desfavorecid@s e @s discriminad@s. É sobretudo denunciar, mas também propor.
Organização
Na última campanha em Lisboa juntámos mais de 800 activistas e candidatámo-nos a todos os órgãos autárquicos da cidade. Desenvolvemos um trabalho conjunto que é imperioso dar continuidade. A Lista A quer envolver todos estes activistas na discussão da política da cidade e do país, bem como promover o aumento dos índices de participação nas actividades do Bloco em Lisboa. É nosso objectivo continuar a privilegiar os plenários para o debate político conjunto – aberto e plural – espaço de reflexão sobre a actualidade política, estratégias e campanhas, assim como o universo de temas relacionados com a cidade, o país e o mundo cuja pertinência também se evidencie na oportunidade. Sempre que a dinâmica de alguns grupos de aderentes o justificar, incentivaremos a respectiva organização tanto por zonas da cidade, como em torno de temas específicos ou campanhas, tal como já aconteceu com sucesso em Benfica (ex: campanha contra a operação de especulação imobiliária na antiga Fábrica Simões).
Juntar forças em Lisboa é preparar o futuro da intervenção política e a política de proximidade. É sobretudo envolver todos os pensares nos objectivos
Poder Local
Em termos de organização autárquica defendemos que @s autarcas eleit@s e restantes candidat@s envolvid@s nas freguesias deverão trabalhar em rede. Serem fortemente apoiados pelo Grupo Municipal em articulação com os deputados da Assembleia Municipal. Esta coordenação é essencial para um bom desempenho d@s autarcas eleit@s, que muitas vezes carecem de alguma formação específica nesta área, em particular a um nível técnico e prático sobre temas específicos da gestão autárquica. A conjugação de forças para causas comuns é outra das vantagens deste tipo de comunicação e organização. Com esta ligação beneficiam também os elementos do Bloco na Assembleia Municipal dispondo de informação sobre a actividade d@s eleit@s nas várias freguesias.
A Lista A favorecerá a comunicação entre os eleitos através da criação e manutenção de uma página na internet exclusivamente dedicada a esta actividade e gerida pelo Grupo Municipal. De igual modo, recorrerá à utilização da internet para divulgar as suas actividades entre @s aderentes e simpatizantes. A concelhia continuará responsável por dirigir politicamente a cidade, orientando os eixos fundamentais de actuação, de acordo com o programa autárquico apresentado às eleições de Outubro do ano passado.
Pautaremos por:
- propor soluções para a habitação e reabilitação urbana como prioridade máxima, incluindo a criação de uma bolsa municipal de arrendamento;
- proteger a frente ribeirinha dos apetites imobiliários e aproveitamento público deste espaço;
- abrir a discussão da revisão do PDM, com a possibilidade de participação democrática d@s Lisboetas;
- multiplicar os equipamentos sociais, desde uma rede municipal de creches e pré-escolar até residências assistidas para idosos;
- implementar as necessárias medidas de acessibilidades, tendo em conta todas as diferenças, para vencer as barreiras arquitectónicas, entre outras, que tanto desrespeitam e ignoram as particularidades da pessoa portadora de diferença;
- discutir a politica de mobilidade da cidade e área metropolitana; - reapreciar o modelo de empresas municipais de forma a garantir uma gestão mais racional, transparente e económica dos interesses do município
- reformular a divisão administrativa da cidade, permitindo uma gestão estratégica mais próxima e eficiente dos cidadãos;
- criar um quadro de apoios sociais às famílias desempregadas e em risco; - defender uma política cultural e de património para a cidade de Lisboa, recusando a acção casuística, carenciada cada vez mais do critério do serviço público; Lisboa só pode ser uma cidade viva e inclusiva se for participada por tod@s, sem excepção.
Juntar forças em Lisboa é construir uma cidade que respeita as diferenças. É lutar por uma cidade de produção e transversalidade cultural. É afirmar a presença e os direitos lgbt. É promover a fraternidade imigrante. É desenvolver uma alternativa ecológica e sustentável. Juntar forças em Lisboa é convocar a participação democrática. É exigir a inclusão e a solidariedade. É lutar contra os negócios e a especulação. É denunciar a injustiça e a carência.
Juntar forças em Lisboa é construir uma cidade que respeita as diferenças. É lutar por uma cidade de produção e transversalidade cultural. É afirmar a presença e os direitos lgbt. É promover a fraternidade imigrante. É desenvolver uma alternativa ecológica e sustentável. Juntar forças em Lisboa é convocar a participação democrática. É exigir a inclusão e a solidariedade. É lutar contra os negócios e a especulação. É denunciar a injustiça e a carência.
JUNTAR FORÇAS EM LISBOA É VOTAR NA LISTA A
LISTA A - “Juntar Forças em Lisboa”
1. José Casimiro................... 660
2. Ricardo Robles ….............2005
3. Rita Silva..........................2001
4. Helena Figueiredo …..........3736
5. Mamadou Ba.....................2126
6. Natasha Nunes..................2475
7. Tiago Ivo Cruz....................5224
8. Mariana Carneiro................1644
9. Mariana Mortágua...............6687
10. Carlos Faria......................3278
11. Carlos Solposto …..............302
12. Albertina............................263
13. Vítor Machado …..............4248
Suplentes
1. Humberto Silva …...............4094
2. Madalena Correia................3758
3. Joao Ricardo Vasconcelos ..7238
4. Teresa Bispo.......................7629
O Representante da Lista
Mamadou Ba
